6 de dez. de 2012
Estudo de Célula PGL - Dezembro
Estudo de Célula PGL
Mês DEZEMBRO
Próxima Mega Célula 27/12/2012 às 19:30
OS CINCO ESTÁGIOS DA DESLEALDADE
Introdução
O objetivo do estudo deste mês é compreendermos que a deslealdade é um processo. E uma vez entendendo este processo, precisamos identificar se estamos, de alguma forma, inseridos em algum dos estágios dos quais iremos tratar. É importante ressaltar que muito antes de tentarmos detectar a deslealdade na vida do nosso próximo precisamos olhar para dentro de nós, conforme as instruções do nosso mestre Jesus. (confira Mt. 7:1-5)
Dois personagens são centrais neste mês: Joabe e Absalão. O primeiro era general de Davi; e o segundo, seu filho. Os dois eram bem próximos ao rei Davi, e mesmo assim, eles tinham muita dificuldade em entender que Davi respondia por seus atos a Deus. Assim, mesmo errando ele não deixava de ser rei, ou seja, não é porque o líder erra ou toma uma decisão acerca da qual temos uma opinião divergente que ele deixa de ser líder, digno de respeito e obediência por este simples fato.
O general desobedeceu ao rei três vezes e o filho se rebelou contra o Pai. É interessante notar que o fim dos dois é a morte.
1ª Semana - 04/12/2012 a 08/12/2012
1. Primeiro estágio: Espírito Independente.
Nesta fase a pessoa é autônoma no meio da Igreja, faz o que acha que tem que fazer, vai às reuniões que julga serem importantes, obedece às ordens que quer, seus desejos/motivações estão acima de qualquer nível de submissão à autoridade.
Vemos isso na vida Joabe (II Sm. 3:20-27) ao invés de se submeter à decisão de Davi em se aliançar com Abner, cujo propósito era proclamar a Davi como rei em todo o Israel, suplantou os planos de seu líder por causa de suas motivações pessoais (vingar a morte de seu irmão).
Compartilhe: À luz da Palavra, no que diz respeito à autoridade espiritual, qual deve ser a nossa postura quando temos uma opinião divergente do nosso líder?
“Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria e não um peso, pois isso não seria proveitoso para vocês.” (Hb. 13:17 - NVI)
Mesmo que o líder tome decisões acerca das quais temos um ponto de vista diferente, precisamos respeitar o fluxo da visão: Deus fala com o líder e os liderados obedecem a visão repassada da parte de Deus pelo líder.
Em II Sm. 18:5-14, Joabe ataca novamente. A ordem de Davi foi clara ao ordenar que Joabe não fizesse mal a Absalão. Entretanto, Joabe ordena que no campo de batalha matassem o filho de Davi.
Estas não foram as únicas atitudes de Joabe de independência. Entretanto, o que precisamos destacar é que os que vivem sob influência de um espírito independente fazem o que acham certo e não o que seus líderes orientam que façam. Vemos que o espírito de independência está latente pronto a explodir quando algo não ocorre da maneira que o rebelde pensa ser certo.
Texto para reforço: I Reis 1: 5-7; Cl. 3:20; Rm. 13:1; Ef. 5:22
2ª Semana - 11/12/2012 a 15/12/2012
2. Segundo estágio: Ofensa
Pessoa ofendidas são profundamente marcadas e devem procurar cura, caso contrário, podem dar lugar à deslealdade. O maior exemplo disso é Absalão que viu o Pai deixar de julgar (era a função do rei) Amnon, seu irmão, que estuprou Tamar, filha de Davi. Com isso, ele se sentiu ferido duas vezes: pelo irmão que fez o que fez com a irmã e pelo pai por ter perdoado o ato de Amnon.
Compartilhe: Sabemos que não estamos livres das ofensas no corpo de Cristo. À luz da Palavra, como devemos tratar as ofensas?
“Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus. Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos.” (Hb. 12:15)
A ofensa abre a porta para o espírito de traição, pois a pessoa passa a se sentir no direito de questionar a bênção e autoridade de Deus que está sobre a vida da liderança. Com isso, dá lugar a pensamentos sofismados como: “Por que Deus pode querer um juiz como Davi, que deixa de punir a pessoa que estuprou sua própria filha?”. Acontece que mesmo errando o líder continua a ser líder. Davi entendeu isso enquanto era perseguido por Saul, injustamente. Infelizmente, Absalão não entendeu da mesma forma.
Texto para reforço: I Pe. 3:9; Mt. 6:12; Lc. 17:4
3. Terceiro estágio: Passividade e Crítica
Depois de serem ofendidas por alguma coisa, as pessoas tendem a se tornarem passivas, porque não souberam tratar a ofensa à luz da Palavra. Ficam desinteressadas pelas coisas que envolvem a igreja local, e quando “fogem” para outro ministério, procuram não se envolver em responsabilidades.
"Maldito o que faz com negligência o trabalho do Senhor! Maldito aquele que impede a sua espada de derramar sangue!” (Jeremias 48:10 - NVI)
O Senhor fala do que guarda a espada do sangue. Isto é pior do que não ir à batalha. O texto nos dá a impressão de que está falando de alguém que vai à guerra, mas que na hora da luta decide não lutar. Falamos aqui de alguém que tem algo a oferecer, mas decide deliberadamente em não fazer nada.
Compartilhe: Entendendo que a passividade é nociva a nossa vida na igreja local, que atitudes devemos tomar para sairmos desta condição?
Em II Sm. 13:22 Absalão fica calado durante dois anos. É importante destacar que o estágio da passividade quando não detectado e tratado, pode levar a pessoa a cometer erros ainda maiores. Absalão estava a caminho de ordenar a morte de seu próprio irmão (II Sm. 13:28).
É interessante notar como a passividade e a crítica estão ligadas. Percebe-se também que o ofício da pessoa não envolvida passa a ser o apontamento das falhas ao seu redor.
“Miriã e Arão começaram a criticar Moisés porque ele havia se casado com uma mulher cuxita.” (Números 12:1 - NVI)
Mais uma vez não interessa se o líder está certo ou errado, o que importa é saber o seu lugar como liderado.
Aquele que está de fora tem mais facilidade de notar os erros, pois não sabe como é difícil operar as tarefas internamente. Já aquele que se envolve tem uma visão melhor dos trabalhos e das responsabilidades, assim é mais difícil de ser um crítico.
3ª Semana - 18/12/2012 a 22/12/2012
4. Quarto estágio: Político e Engano
Absalão trilha o seu caminho: Ofensa, passividade, crítico das decisões do rei. E agora, decide envolver os outros nas suas ideias e opiniões. (Confira II Sm. 15:3-6)
A pessoa política procura de uma forma sutil distorcer a forma de gerir de seu líder, tentando mostrar aos outros que a sua própria ideia é a melhor.
“Senhor, o meu coração não é soberbo, nem os meus olhos são altivos; não me ocupo de assuntos grandes e maravilhosos demais para mim.” (Sl. 131:1)
É necessário aprendermos com o salmista que existem assuntos que são elevados demais para nós. Davi já havia sido experimentado e ungido rei pelo Senhor. Já Absalão era apenas filho do rei com algumas habilidades que, infelizmente, encheram o seu coração a ponto de achar que deveria estar no lugar de seu líder.
Todo aquele que é desleal está, de alguma forma, enganado. Ainda que uma pessoa possua um carisma maior que de seu líder ou habilidades que o destaquem, ela não pode cair no engano de pensar que se encontra no mesmo nível de autoridade ou num nível além do de seu líder. Não podemos deixar que as vitórias e conquistas tirem a perspectiva de quem somos, e de qual é o nosso lugar no Reino de Deus.
Dentro desta linha é importante ressaltar: Não despreze o seu professor. Se você hoje ocupa um lugar de destaque, nunca se esqueça de quem o colocou lá.
Compartilhe: Exercite agora mesmo em sua memória, como seu líder atuou de forma a conduzir a sua vida ao momento atual?
Satanás era formoso e se deixou levar por isso, permitiu-se ensoberbecer pelo seu dom. Entretanto, quem o colocou no lugar onde ele estava? (Confira Ez. 28:12-19)
Temos de lembrar que, independentemente, do que venhamos a conquistar ou a ser, Cristo é o cabeça e o alvo, digno de toda honra, reverência e lealdade. Ao honrarmos os nossos líderes, honramos Cristo.
5. Sétimo estágio: Rebelião escancarada e Morte
A mãe do engano é tentar se rebelar contra quem quer te projetar: Judas e Jesus, Absalão e Davi e Lúcifer e Deus. Todos estes são exemplos de quem comete a loucura de ir contra o mestre, pai, criador que o projetou.
“Os olhos que zombam do pai, ou desprezam a obediência à mãe, serão arrancados pelos corvos do vale e devorados pelos filhos da águia.” (Pv. 30:17)
Depois de nutrir todo esse processo, o rebelde declara suas intenções abertamente.
A bíblia é clara quanto ao caminho sem arrependimento da deslealdade que é a morte (Rm. 6:23a). Este foi o fim de Absalão (confira II Sm. 18:14-15) e de Joabe (confira I Reis 2:31-34).
Conclusão: Já que tomamos conhecimento dos estágios da deslealdade, outro passo importante, agora, é nos submetermos ao Senhor para que forje em nós um coração leal.
31 de out. de 2012
Estudo de Célula PGL - Novembro
Estudo de Célula PGL
Mês: NOVEMBRO
Próxima Mega Célula: 22/11/2012 às 19:30 - A MEGA CÉLULA SERÁ ANTECIPADA PARA A PENÚLTIMA 5ª-FEIRA (22/11) E O ESTUDO SERÁ RETOMADO E CONCLUÍDO NA SEMANA SEGUINTE.
Lealdade e Deslealdade
Introdução
"Lealdade não significa nada menos que ter em seu coração o princípio absoluto da abnegação." (Woodrow Wilson)
Nos próximos meses estaremos dando foco ao tema com base no livro “Lealdade e Deslealdade” de Dag Heward-Mills, entendendo, sobretudo, a cultura de lealdade, fidelidade e honra que é essencial para o crescimento do corpo de Cristo e para a manifestação do Reino de Deus.
Porque estudar sobre este assunto? Porque a igreja deve ir à contramão da cultura de deslealdade que tem impregnado a sociedade, e, infelizmente, a mídia tem sido o grande veículo transmissor dessa cultura.
Compartilhe: Você consegue identificar em cada esfera da sociedade a atuação da deslealdade?
Neste mês de novembro começaremos falando de seis razões porque lealdade é tão importante.
1ª Semana - 30/10/2012 a 03/11/2012
1. Lealdade é a principal qualificação de todo aquele que serve no corpo de Cristo.
É um engano pensarmos que quanto mais dons a pessoa possuir, mais qualificada ela estará para o serviço no Reino de Deus.
Em matéria de dons, a igreja em Corinto não tinha falta de nenhum deles (1 Co. 1:7) com exceção do amor, que é uma das manifestações na vida de quem é leal. Logo no primeiro capítulo da primeira carta aos Coríntios, Paulo destaca dois grandes problemas na igreja local: Orgulho (1 Co. 1:28-31) e Divisão (1 Co. 1:10-16).
Não devemos cometer o erro de valorizar uma pessoa porque por possuir muitos dons, sem que estes sejam acompanhados de lealdade, que é o fruto do amor.
“O que se requer destes encarregados (pessoas que estão debaixo de uma missão) é que sejam fiéis.“ (1 Coríntios 4:2)
Jesus, no evangelho de João capítulo 15, disse que a única forma de darmos frutos que permaneçam é nos mantendo conservados debaixo de suas instruções. Uma das características da pessoa leal é a permanência dela debaixo de uma visão, de um chamado. Na versão NVI o capítulo 15 de João tem a ocorrência da palavra “permanecer” e suas derivações cerca de 12 vezes, o que nos faz refletir sobre a sua importância.
Compartilhe: Qual é a sua ideia sobre permanecer?
Você faz parte de uma igreja local, e por isso deve ser leal (se submeter) ao que Deus tem proposto a este ministério, através, da vida do pastor. A lealdade é a principal qualificação para que você frutifique em todas as áreas.
Texto para reforço: 1 Coríntios 1 e 13.
2ª Semana - 06/11/2012 a 10/11/2012
2. Para o amor de Deus encher a igreja.
A igreja deve operar com o poder do amor, da unidade e do trabalho em equipe.
“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (João 13:35)
Como discípulos, precisamos manifestar o amor sobre o qual Jesus falou. Se praticarmos o amor no nosso dia-a-dia, então esta será a nossa marca, aquilo pelo qual seremos conhecidos. Com isso, as pessoas serão atraídas ao nosso meio e se sentirão a vontade para permanecer.
Compartilhe: Como podemos manifestar o amor de uma forma prática?
Um ambiente de discórdia e confusão ao invés de ajuntar as pessoas, espalha (Mt. 12:30). O nosso ambiente deve ser conhecido como um lugar de refúgio, onde as pessoas são bem acolhidas e amadas. Isso gera estabilidade e segurança para o desenvolvimento da igreja.
Vemos em vários eventos bíblicos a unanimidade trazendo a manifestação da presença de Deus no ambiente. A unanimidade, além de ser uma das características das pessoas leais ela permite o amor de Deus encher a Igreja.
Texto para reforço: Atos 4:24-31; Atos 2:1-2; 1 Coríntios 1:10.
3. Para haver um bom funcionamento e o devido crescimento do corpo de Cristo.
Cada membro do corpo tem a sua função e consequentemente o seu limite de atuação. Só podemos cumprir o propósito de sermos corpo de Cristo, se compreendermos a importância da interdependência. (1 Co. 12:21, 25-26)
Compartilhe: Num exercício prático, como podemos expressar a interdependência?
Imaginemos se no nosso corpo algum órgão decidisse parar de funcionar, tamanha seria a desordem que ele poderia gerar. É isso que a deslealdade pode causar quando um membro decide não ser leal ao seu propósito. Nós fomos chamados para cumprirmos uma função no corpo de Cristo e somente por intermédio da lealdade que conseguiremos cumprir o nosso objetivo de forma que cresçamos em tudo. (Ef. 4:15)
Texto para reforço: Efésios 4:15-16.
3ª Semana - 13/11/2012 a 17/11/2012
4. Para alcançarmos as multidões.
O Senhor Jesus contou com doze homens (incluindo Matias, substituto de Judas) que obedeceram a visão do Reino de Deus e abraçaram a missão (Mt. 28:19-20), e com isso multidões têm sido alcançadas.
Compartilhe: Você conhece a visão e a missão de sua igreja local?
Somos uma igreja apostólica cuja característica é ser destemida e que caminha para o futuro. Por intermédio do pastor, Deus estabelece uma visão clara da Sua vontade para a igreja local e conta com pessoas leais que contribuam para o cumprimento da visão.
Em Atos 5:35-40 vemos Gamaliel, um doutor da lei, manifestando sua posição num conselho formado com o objetivo de parar a Igreja. Ele disse que se a visão e a obra da Igreja fossem de homens, se desfariam; porém, se fossem de Deus não poderia ser impedida. A fórmula VISÃO DE DEUS + PESSOAS LEAIS tem como resultado o SUCESSO da empreitada. Deus conta conosco, como pessoas leais, para alcançarmos as multidões.
Texto para reforço: Atos 5.
5. Para que a visão se perpetue.
Um dos significados da palavra “perpetuar” é “dar ou ter sucessão por muito tempo”.
“E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.” (2 Timóteo 2:2)
Entendemos que a nossa geração vai passar, mas se formos leais em cumprirmos a visão e a compartilharmos com outros, a geração seguinte dará continuidade ao que desempenharmos hoje.
“E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai.” (2 Reis 18:3)
Texto para reforço: 2 Reis 18, 19 e 20; Deuteronômio 6:7.
4ª Semana -27/11/2012 a 01/12/2012
6. Para colhermos nossa plena recompensa.
A honra é fruto da lealdade e todos nós esperamos ouvir as seguintes palavras: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor! ’. (Mateus 25:21)
Compartilhe: Qual é o seu entendimento sobre recompensa?
O lugar de honra passa pelo caminho da humildade para com todos (1 Pe.5:5), do respeito para com as autoridades na casa de Deus (Rm. 13:1; 1 Pe. 5:5; Hb. 13:17) e do servir com alegria uns aos outros (1 Pe. 4:10).
Jesus, sendo Deus, esvaziou-se de toda a sua glória e assumiu a forma humana de servo, para aprender a obediência e cumpriu-a até a morte, sendo-lhe reservada, no final, uma honra não concedida pelos homens, mas pelo nosso Pai celestial. Com isso, convém-nos dizer que o nosso lugar de honra e bênção está reservado, mas não antes de trilharmos este caminho proposto. (Fp. 2:3-11)
Jesus declara que pelo fato dos discípulos terem permanecido com ele nas suas tentações, havia sido designado aos seus servos fiéis um Reino e o poder de julgarem as doze tribos de Israel. (Confira Lucas 22:24-30)
Aqueles que permanecem nos tempos difíceis são diferentes daqueles que chegam quando tudo está indo bem.
Todos nós precisamos compreender que será a integridade de uma aliança que nos levará a lugares de honra em Deus.
Texto para reforço: Hebreus 6:10.
Mês: NOVEMBRO
Próxima Mega Célula: 22/11/2012 às 19:30 - A MEGA CÉLULA SERÁ ANTECIPADA PARA A PENÚLTIMA 5ª-FEIRA (22/11) E O ESTUDO SERÁ RETOMADO E CONCLUÍDO NA SEMANA SEGUINTE.
Lealdade e Deslealdade
Introdução
"Lealdade não significa nada menos que ter em seu coração o princípio absoluto da abnegação." (Woodrow Wilson)
Nos próximos meses estaremos dando foco ao tema com base no livro “Lealdade e Deslealdade” de Dag Heward-Mills, entendendo, sobretudo, a cultura de lealdade, fidelidade e honra que é essencial para o crescimento do corpo de Cristo e para a manifestação do Reino de Deus.
Porque estudar sobre este assunto? Porque a igreja deve ir à contramão da cultura de deslealdade que tem impregnado a sociedade, e, infelizmente, a mídia tem sido o grande veículo transmissor dessa cultura.
Compartilhe: Você consegue identificar em cada esfera da sociedade a atuação da deslealdade?
Neste mês de novembro começaremos falando de seis razões porque lealdade é tão importante.
1ª Semana - 30/10/2012 a 03/11/2012
1. Lealdade é a principal qualificação de todo aquele que serve no corpo de Cristo.
É um engano pensarmos que quanto mais dons a pessoa possuir, mais qualificada ela estará para o serviço no Reino de Deus.
Em matéria de dons, a igreja em Corinto não tinha falta de nenhum deles (1 Co. 1:7) com exceção do amor, que é uma das manifestações na vida de quem é leal. Logo no primeiro capítulo da primeira carta aos Coríntios, Paulo destaca dois grandes problemas na igreja local: Orgulho (1 Co. 1:28-31) e Divisão (1 Co. 1:10-16).
Não devemos cometer o erro de valorizar uma pessoa porque por possuir muitos dons, sem que estes sejam acompanhados de lealdade, que é o fruto do amor.
“O que se requer destes encarregados (pessoas que estão debaixo de uma missão) é que sejam fiéis.“ (1 Coríntios 4:2)
Jesus, no evangelho de João capítulo 15, disse que a única forma de darmos frutos que permaneçam é nos mantendo conservados debaixo de suas instruções. Uma das características da pessoa leal é a permanência dela debaixo de uma visão, de um chamado. Na versão NVI o capítulo 15 de João tem a ocorrência da palavra “permanecer” e suas derivações cerca de 12 vezes, o que nos faz refletir sobre a sua importância.
Compartilhe: Qual é a sua ideia sobre permanecer?
Você faz parte de uma igreja local, e por isso deve ser leal (se submeter) ao que Deus tem proposto a este ministério, através, da vida do pastor. A lealdade é a principal qualificação para que você frutifique em todas as áreas.
Texto para reforço: 1 Coríntios 1 e 13.
2ª Semana - 06/11/2012 a 10/11/2012
2. Para o amor de Deus encher a igreja.
A igreja deve operar com o poder do amor, da unidade e do trabalho em equipe.
“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (João 13:35)
Como discípulos, precisamos manifestar o amor sobre o qual Jesus falou. Se praticarmos o amor no nosso dia-a-dia, então esta será a nossa marca, aquilo pelo qual seremos conhecidos. Com isso, as pessoas serão atraídas ao nosso meio e se sentirão a vontade para permanecer.
Compartilhe: Como podemos manifestar o amor de uma forma prática?
Um ambiente de discórdia e confusão ao invés de ajuntar as pessoas, espalha (Mt. 12:30). O nosso ambiente deve ser conhecido como um lugar de refúgio, onde as pessoas são bem acolhidas e amadas. Isso gera estabilidade e segurança para o desenvolvimento da igreja.
Vemos em vários eventos bíblicos a unanimidade trazendo a manifestação da presença de Deus no ambiente. A unanimidade, além de ser uma das características das pessoas leais ela permite o amor de Deus encher a Igreja.
Texto para reforço: Atos 4:24-31; Atos 2:1-2; 1 Coríntios 1:10.
3. Para haver um bom funcionamento e o devido crescimento do corpo de Cristo.
Cada membro do corpo tem a sua função e consequentemente o seu limite de atuação. Só podemos cumprir o propósito de sermos corpo de Cristo, se compreendermos a importância da interdependência. (1 Co. 12:21, 25-26)
Compartilhe: Num exercício prático, como podemos expressar a interdependência?
Imaginemos se no nosso corpo algum órgão decidisse parar de funcionar, tamanha seria a desordem que ele poderia gerar. É isso que a deslealdade pode causar quando um membro decide não ser leal ao seu propósito. Nós fomos chamados para cumprirmos uma função no corpo de Cristo e somente por intermédio da lealdade que conseguiremos cumprir o nosso objetivo de forma que cresçamos em tudo. (Ef. 4:15)
Texto para reforço: Efésios 4:15-16.
3ª Semana - 13/11/2012 a 17/11/2012
4. Para alcançarmos as multidões.
O Senhor Jesus contou com doze homens (incluindo Matias, substituto de Judas) que obedeceram a visão do Reino de Deus e abraçaram a missão (Mt. 28:19-20), e com isso multidões têm sido alcançadas.
Compartilhe: Você conhece a visão e a missão de sua igreja local?
Somos uma igreja apostólica cuja característica é ser destemida e que caminha para o futuro. Por intermédio do pastor, Deus estabelece uma visão clara da Sua vontade para a igreja local e conta com pessoas leais que contribuam para o cumprimento da visão.
Em Atos 5:35-40 vemos Gamaliel, um doutor da lei, manifestando sua posição num conselho formado com o objetivo de parar a Igreja. Ele disse que se a visão e a obra da Igreja fossem de homens, se desfariam; porém, se fossem de Deus não poderia ser impedida. A fórmula VISÃO DE DEUS + PESSOAS LEAIS tem como resultado o SUCESSO da empreitada. Deus conta conosco, como pessoas leais, para alcançarmos as multidões.
Texto para reforço: Atos 5.
5. Para que a visão se perpetue.
Um dos significados da palavra “perpetuar” é “dar ou ter sucessão por muito tempo”.
“E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.” (2 Timóteo 2:2)
Entendemos que a nossa geração vai passar, mas se formos leais em cumprirmos a visão e a compartilharmos com outros, a geração seguinte dará continuidade ao que desempenharmos hoje.
“E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai.” (2 Reis 18:3)
Texto para reforço: 2 Reis 18, 19 e 20; Deuteronômio 6:7.
4ª Semana -27/11/2012 a 01/12/2012
6. Para colhermos nossa plena recompensa.
A honra é fruto da lealdade e todos nós esperamos ouvir as seguintes palavras: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor! ’. (Mateus 25:21)
Compartilhe: Qual é o seu entendimento sobre recompensa?
O lugar de honra passa pelo caminho da humildade para com todos (1 Pe.5:5), do respeito para com as autoridades na casa de Deus (Rm. 13:1; 1 Pe. 5:5; Hb. 13:17) e do servir com alegria uns aos outros (1 Pe. 4:10).
Jesus, sendo Deus, esvaziou-se de toda a sua glória e assumiu a forma humana de servo, para aprender a obediência e cumpriu-a até a morte, sendo-lhe reservada, no final, uma honra não concedida pelos homens, mas pelo nosso Pai celestial. Com isso, convém-nos dizer que o nosso lugar de honra e bênção está reservado, mas não antes de trilharmos este caminho proposto. (Fp. 2:3-11)
Jesus declara que pelo fato dos discípulos terem permanecido com ele nas suas tentações, havia sido designado aos seus servos fiéis um Reino e o poder de julgarem as doze tribos de Israel. (Confira Lucas 22:24-30)
Aqueles que permanecem nos tempos difíceis são diferentes daqueles que chegam quando tudo está indo bem.
Todos nós precisamos compreender que será a integridade de uma aliança que nos levará a lugares de honra em Deus.
Texto para reforço: Hebreus 6:10.
3 de out. de 2012
Estudo de Célula PGL - OUTUBRO
Estudo de Célula PGL
OUTUBRO
Próxima Mega Célula 25/10/2012 às 19:30
Compreendendo a Edificação*
*extraído e adaptado do Jornal “Atos Hoje” edição 15-2012
Texto Base: 1 Pedro 2:4-5 – “À medida que se aproximam dele, a pedra viva – rejeitada pelos homens,
mas escolhida por Deus e preciosa para ele – vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na
edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a
Deus, por meio de Jesus Cristo.” (NVI).
Introdução
Além da afirmação do apóstolo Pedro acerca da vontade de Deus em fazer de nós uma casa espiritual, o
apóstolo Paulo, em Efésios 2:20-22, também fala desse mesmo desejo de Deus em edificar através de nós uma
morada para Si, por meio do Seu Espírito.
Vemos através do Antigo Testamento o tabernáculo e o templo como referências da manifestação da glória
(presença) de Deus (leia Ex. 40:33-34). Entendemos que isso foi uma sombra do que de fato é o desejo de
Deus: fazer do homem o Seu tabernáculo ou templo humano.
A edificação é o ato de construir uma estrutura para um determinado fim. E será através deste estudo que
vamos compreender a edificação.
Semana 1 (de 02 a 06/10/2012)
Conforme o texto base, vemos que o Senhor deseja uma casa e não uma infinidade de pedras preciosas
isoladas destinadas a compor uma exposição. O apóstolo Pedro nos chama de pedras vivas, e esta é a matéria
prima principal para que esta casa seja edificada. Como base para essa edificação temos a Cristo como a pedra
angular ou de esquina.
Nossa grande necessidade é sermos edificados na vida em Célula. Se ganharmos muitas pessoas, mas não as
edificarmos como parte do edifício de Deus, nosso trabalho pode ser em vão.
Todos os nossos problemas são consequência de sermos muito individualistas e independentes, estamos
desvinculados uns dos outros. É por esse motivo que somos assediados por fracassos e fraquezas. Vejamos o
que diz a Palavra de Deus sobre o isolamento em Provérbios 18:1.
O compartilhamento na vida em célula e discipulado é essencial para que possamos vencer fraquezas,
pecados e qualquer tipo de luta pela qual estejamos enfrentando. Quando somos vinculados e edificados com
outros irmãos, descobrimos como podemos superar os problemas.
Enquanto um membro estiver ligado ao corpo, tudo estará bem com ele. Por mais que tenha dificuldades,
o corpo o suprirá e o guardará. Suponhamos que sua mão esteja separada de seu corpo, mas continua se
esforçando para funcionar e ser saudável. O alvo dela é ser útil, mas não consegue.
Somos membros do Corpo de Cristo e precisamos estar encaixados nele de forma prática. O único caminho
para ser um cristão vitorioso é estar vinculado e devidamente encaixado no edifício de Deus como pedras
vivas.
Semana 2 (de 09 a 13/10/2012)
Os cinco ministérios citados por Paulo na carta aos Efésios (4:11) são fundamentais neste processo de
edificação da Igreja. Conheceremos um pouco da importância de cada um deles.
1. A Planta da edificação
O primeiro elemento necessário para se construir uma casa é o projeto, a planta. Como sabemos onde
colocar cada pedra? Qual é o padrão? Para isso, precisamos da planta da construção. Todos os trabalhadores
envolvidos na obra de edificação precisam saber como ler o projeto que foi dado pelos apóstolos, esse aspecto
é função do ministério apostólico. Não só o líder, mas cada membro da célula precisa saber ler a planta e
conhecer o propósito eterno de Deus.
O propósito eterno de Deus é o de ter para Si uma grande família que expresse na terra a Sua glória e
autoridade (leia Gn. 1:27-28). Na carta de Paulo aos Efésios diz que este propósito de nos eleger como filhos
para nos relacionarmos com Deus em amor, já existia no coração do Pai antes da fundação do mundo (leia Ef.
1:3,5,11).
2. A coleta das pedras
Precisamos encontrar o lugar onde há pedras e leva-las para o local da construção, o que aponta para o
evangelismo. Isto significa que tal empreitada, resultará numa diversidade de pedras que deverão ser
trabalhadas. No entanto, somente traze-las ao local e lava-las não será o suficiente.
Não é o tamanho ou a quantidade de pedras que importa, mas a edificação. Deus não pode habitar no meio de
um monte de pedras (ou entulhos).
3. As pedras devem ser buriladas/aprimoradas
Precisamos quebrar algumas pedras e talhar outras para tirar as arestas, o ministério que faz isso é o
de ensino. Precisamos ensinar e discipular uns aos outros, pois na Casa de Deus tudo é feito por meio da
reciprocidade (leia Cl. 3:16).
Não podemos pegar a pedra bruta e usá-las na edificação. Há “pedras” que se acham grandes e preciosas
demais para fazerem parte da construção de uma célula tão “simples”. Existem pedras muito ásperas, outras
que possuem lascas cortantes e acabam ferindo as pedras que estão ao lado na construção. Também há as que
não gostam da construção local e vivem rolando de uma igreja para outra. São pedras, mas ainda não estão
prontas para a edificação, seus hábitos antigos precisam ser mudados.
Pedras que estão edificadas e encaixadas na construção não podem ser levadas. Somente as que estão soltas
são levadas. Se uma pessoa não permaneceu é porque ainda não estava apropriadamente edificada.
Se não ensinarmos aos irmãos, eles não estarão prontos a serem edificados. Para ser edificada, cada pedra
deve ter determinado tamanho, forma e textura, e o padrão que devemos seguir é o da pedra angular, isto é,
o Senhor Jesus.
4. As pedras devem ser encaixadas
Este ministério é o pastoral, que vai colocar cada pedra no lugar certo e cimenta-las umas nas outras para
que cada uma tenha uma boa relação e esteja ligada com as demais. Essas pedras precisam de manutenção e
cuidado para se manterem sempre numa boa condição.
5. O controle de qualidade
O ministério profético é o último elemento. Ele é responsável pelo controle de qualidade. Esse é um
trabalho de supervisão e, se percebermos que estamos construindo de maneira errada, é necessário exortar
uns aos outros. Toda construção é um lugar muito bagunçado, com muito barulho, muitas ferramentas
espalhadas, e isso pode ser muito cansativo. Na verdade, podemos nos machucar enquanto construímos e,
por isso, ficamos desencorajados e desanimados. Nesse momento, o ministério profético vem para exortar,
edificar e confortar. Ele nos encoraja e motiva a continuar, pois todo trabalhador na construção precisa de
encorajamento, principalmente os líderes. Além disso, a construção não pode ser feita de forma desleixada, é
preciso supervisioná-la o tempo todo (leia Hb. 6:10-12).
Outro aspecto importante é que, sem supervisão (liderança), os trabalhadores ficam preguiçosos. É da
supervisão (liderança) a responsabilidade de treinar, equipar e também de checar se a obra está sendo feita
corretamente. O trabalho de supervisão é um tipo do ministério profético.
Semana 3 (de 16 a 20/10/2012)
Como podemos cooperar na edificação da igreja?
a) Precisamos nos reunir. De nada adianta falarmos de edificação, se vivemos isolados. A reunião é
extremamente importante para edificação do Corpo. Seria uma grande contradição dizer que amamos os
irmãos, mas não desejamos estar com eles. O amor sempre resulta em comunhão.
Podemos ter muitas dificuldades no dia a dia, falta de tempo e horários difíceis, mas sempre haverá no
coração dos nascidos de Deus um anseio pela comunhão, pela reunião dos santos.
b) Precisamos crescer no Senhor. Textos como o de 1 Pedro 2:2, Efésios 2:21 e 4:15 mostram claramente
que a edificação da Igreja só é possível pelo crescimento dos membros. Somente um corpo crescido pode
expressar apropriadamente o Senhor.
Precisamos tratar com nosso pecado, nosso "mundanismo" e com o nosso ego. Para crescer, precisamos
nos encher da vida de Cristo, pois quando somos cheios do Senhor e ministramos ao Senhor, então a vida
abundante de Cristo se manifesta.
c) Precisamos funcionar como ministros. Todos nós somos ministros e membros do corpo. Ministrar é o ato
de servir de alguma forma aos irmãos. No entanto, sem crescimento, não sabemos como funciona. Por isso, o
crescimento deve preceder ao ato de ministrar.
d) Todos nós precisamos falar. Na vida da Célula, o falar é fundamental. É uma forma de edificarmos a Casa
de Deus. Se não falamos, não crescemos e nem conseguimos ministrar de acordo com nosso dom. Porém,
precisamos ser cuidadosos, para não termos um falar negativo (leia Cl. 4:6; Pv 22:11 e 10:19)
Conclusão
Compreendemos como podemos edificar a Casa de Deus. Seremos capazes de fazê-lo à medida que crescemos
e nos desenvolvemos. Então, não fique de fora desse processo!
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